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domingo, 27 de dezembro de 2009

Obrigado, 2009!


Em 2009 comecei a minha jornada pela blogosfera e estou descobrindo e sendo descoberto. Mesmo que em passos pequenos, mas constantes, o OLHAR está passando e se transformando por mudanças, tanto no layout como nas opiniões. Agregando novos amigos (Alessandro e Sérgio, obrigado!) e outros que já fazem parte da minha vida, bem antes da criação do blog. Conto com a parceria e opiniões de todos pelo meu olhar e que em 2010, tenhamos um ano Glorioso!


Beijos.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Olfato: essencial.

Confessarei: sou um adepto incondicional de perfumes! Prometi à mim mesmo que, quando estivesse trabalhando, eu compraria um importado e, desde então, compro compulsivamente! Assumo este vício. Fazer o quê?! E de quebra, vimos alguns comerciais que entraram para a história como exemplos de influência e outros como "pequenos filmes" para a tv. Vejam:


Era para ser outro comercial de perfume. Mas o conceito foi todo feito para homenagear duas instituições da França: A grife Chanel e o cabaré Moulin Rouge. A direção "deste filme" ficou à cargo de Baz Luhrmann e conta com a presença mais do que luminosa de Nicole Kidman e do nosso Rodrigo Santoro. Um verdadeiro marco na história da publicidade mundial!




A presença do modelo David Gandy dispensa qualquer comentário!



Quando eu vi esse anúncio, confesso que comecei à ver Jude Law com outros olhos.



Isso era para ser um comercial de perfume ou o anúncio de um novo açougue?




Quando estrelou esse comercial, o ainda modelo alemão, Thomas Kretschmann (King Kong, em 2005) arrasou e definitivamente, foi o melhor garoto-propaganda da marca.



Uma das minhas queridas: Kate Moss. Em começo de carreira, estrelou vários comerciais para a marca e campanhas publicitárias memoráveis na década de '90.
 




Jean-Paul Gaultier e seu clássico: Le Male. Amei de paixão! Mas depois que inventaram o genérico. Nunca mais usei!!!



Do mestre Giorgio Armani, eu tive 3. O primeiro foi o MARAvilhoso "Armanimania".

Herb Ritts e o seu olhar.

Herb Ritts nasceu em Los Angeles em 13 de Agosto de '52, ao contrário do que se pensa, começou trabalhando na loja de móveis para decoração do pai (um bem-sucedido empresário) e depois muda-se para NY onde estuda economia. Então, em meados dos anos '70 resolve seguir o caminho da fotografia e nos brindar com essas imagens perfeitas.


Reza a lenda, que um dia, Herb estava num posto de gasolina abastecendo o seu carro, quando fotografou o frentista que o atendeu. Anos mais tarde, eles resolveram "reviver" aquele momento, num ensaio para a revista "Vanity Fair" e o jovem rapaz era ninguém menos do que o ator Richard Gere.

 

Integrante da Realeza de Hollywood, Julia Roberts foi clicada pelo mestre neste ensaio para a Revista Life.
 
Johnny Depp (recentemente intitulado "astro da década"), num momento caseiro para a revista Rolling Stones, em meados dos anos '90.

 
Nelson Mandela passou pelo olhar aguçado de Herb.

Herb foi o maior nome da fotografia de moda nos anos '80 e '90. Acima, campanha para a marca Italiana Valentino, onde Christy Turllington está entre duas estátuas de outro mestre, Michelângelo.


Cindy Crawford, outra lenda da moda, como veio ao mundo num ensaio para a revista Playboy, em '88.

A top alemã Nadja Auermann (outro nome muito importante dessa época) clicada para uma campanha da etiqueta GAP.

 Hoje ela é fotógrafa de moda, mas reinava absoluta em campanhas e videoclipes, a top Dinamarquesa, Helena Christensen. Acima, posa para Versace.


Outra Alemã, agora Claudia Schiffer, foto que lançou a moça à condição de "lenda". Acima, clicada para a histórica campanha da marca GUESS.


Herb tem vários livros publicados com um vasto material e olhar únicos, sobre pessoas. Nesta foto, que faz parte de "Africa", onde nos mostra a realidade e fragilidade do ser humano.


Neste outro momento, ele fotografou homens nús no deserto Mojave, na Califórnia. Essa foto é do livro DUO.


Acima, outra imagem de DUO, livro que enfatiza o homoerotismo. Assunto que esteve sempre presente em seu trabalho, seja nas formas do corpo humano ou no ambiente utilizado para as sessões de foto.


A Realeza da música também foi ponto forte em sua carreira. O momento acima, para um calendário de '92, ele fotografou a Minha Amada: Madonna.


Ela o considerava "O melhor: o único que consegue capturar a minha essência". Quer mais?!


Se a Rainha passou pelas lentes dele, é claro que o Rei não poderia ficar de lado. MJ, além de vários ensaios (inclusive uma foto foi capa da conceituada revista TIME), o chamou para dirigí-lo em "in the closet". Outra lenda sobre a sua carreira: quando ele idealizou o conceito do video, ele queria que a acompanhante de MJ fosse Madonna. Já pensou que dupla, hein?!


MJ durante os intervalos de "in the closet" que foi rodado no deserto de Mojave, na Califórnia.

Outro feito importante foi ter vencido por 2 vezes consecutivamente, na categoria de "Melhor Diretor" por seus trabalhos com Chris Izaak e Janet Jackson, na MTV.

Herb Ritts foi ícone e mestre em tudo o que realizou para a moda e música. Para prestar uma homenagem a este homem, o Metropolitan de NYC, em '97 fez uma mostra que reuniu um público de mais de 250 mil pessoas, contando a retrospectiva de sua carreira.

Faleceu em 26 de Dezembro de '02, por complicações pulmonares em decorrência de ser soro positivo. Mas o que realmente importa, é que Herb Ritts deixou sua marca como um dos maiores fotógrafos que o mundo já viu!



domingo, 13 de dezembro de 2009

E Viva a Diferença.

Uma das melhores estréias de 2009 na TV: Glee. A história da série é focada nos esforços do professor WILL SCHUESTER, em reerguer o coral da escola, chamado de "Glee Club", que no passado foi motivo de grande orgulho para os alunos da instituição. No entanto, eles não dispoem de recursos para sustentar o coral, que a princípio só atrai os alunos pouco populares e estigmatizados. Assim, eles precisam chegar à final do campeonato regional de corais para garantir a verba para continuar funcionando.


O elenco desta divertida série que mostra a dura realidade que pode se transformar "o colegial".


O ator MATTHEW MORRISON, que interpreta o profis Will, durante a premiére da série em plena Time Square, NY. Nesta temporada, ele sofre problemas no seu casamento, uma provável grávidez da esposa e ele ainda tem que encarar um segundo emprego para pagar o financiamento da casa. Na vida real, Matt está passando por "uma certa polêmica", por conta de uma foto que sugere ele seja homossexual.


A ótima atriz JANE LYNCH, que interpreta a divertida inimiga de Will: SUE SYLVESTER, que treina o time de líderes de torcida da escola, que já venceu inúmeros campeonatos, está disposta a tudo para atrapalhar o sucesso do coral. Já que ele pode resultar em menos prestígio e dinheiro para o seu time.

Abaixo, segue uma cena em que o elenco do coral ensaia uma música para a apresentação do campeonato. Prestem atenção na voz da atriz AMBER RILEY (interpreta Mercedes Jones) cantando "Gold Digger" do rapper KANYE WEST. Fantástico quando um elenco talentoso se entrosa desta maneira. Assitam esta excelente série que passa na FOX, todas às quartas às 22h00.

Beijos.


domingo, 6 de dezembro de 2009

Você é o mais próximo do paraíso que eu chegarei.

Em '98, lembro-me como se fosse ontem, a estréia de "City of Angels". Já comentei sobre ele em outras matérias aqui no blog e é porque tenho muuuito carinho por esta produção e como já passou inúmeras vêzes na televisão, não quero perder tempo em contar tudo de novo! Apenas uma resumida: É uma adaptação do filme alemão "Asas do Desejo" de Win Wenders e que foi uma das maiores bilheterias daquele ano. Nos conta a história de amor entre um anjo e uma mulher e todo o processo dele em querer "sentir" as emoções humanas. Até o momento em que ele abre mão da sua imortalidade para consumir o seu amor pela moça. Não me canso de assistir e na trilha-sonora estão presentes músicas do U2, Alanis Morrissette, Peter Gabriel e o mega-sucesso "Iris" do grupo Goo Goo Dolls e só de pensar que isso aconteceu há mais de 10 anos.

Meg Ryan, interpreta a médica Maggie Rice (o objeto de desejo e curiosidade do anjo), uma mulher que não acredita em milagres e que está passando por uma crise no trabalho. Ela não consegue aceitar que a morte de seus pacientes faça parte da rotina profissional e é justamente neste momento que ela tem o encontro que mudará toda a visão que tem sobre a vida!


Curiosidade: Meg foi cotada para interpretar par romântico com Tom Hanks em "Forrest Gump", porém, recusou o convite (coisa raríssima em Hollywood) porque não queria ser vista novamente com ele e em tão pouco tempo. Eles haviam trabalhado juntos em "Sintonia de Amor".

Nicolas Cage, interpreta o anjo Seth, um anjo mensageiro (reparem que ele usa preto para lembrar "uma sombra", para ficar mais próximo dos humanos), fiquei um pouco enjoado com sua interpretação (ele quase não pisca!) mas olhando com "um outro olhar" fiquei imaginando como somos aos olhos de outras criaturas (das esferas superiores ou não). Essa dávida que nos foi dada, a do livre-arbítrio. Um poder imenso e poderoso, que na maioria das vêzes, não é respeitado como deveria. Quando escolhe abrir mão da sua imortalidade, ele cai de um prédio e acorda humano. A primeira sensação é a dor, a seguinte é felicidade, mesmo com a boca cheia de sangue.


Curiosidade: tem gente que ainda não sabe, mas ele é sobrinho do diretor Francis Ford Coppola (um dos maiores nomes do meio cinematográfico e tem como prima, a também diretora Sofia Coppola). Já foi casado com as atrizes Patricia Arquette (Medium, no Sony) e Lisa Marie Presley (com este sobrenome, não há dúvidas de quem seja o seu pai).

O filme tem várias cenas bem legais e reveladoras (aquela em que os anjos vão à praia, no nascer e no pôr-do-sol para ouvirem "o som do mundo". Será que é assim mesmo?!

Esse filme me remete à lembranças mais do que luminosas, tanto nas minhas experiências de vida, quanto a uma história de amor que vivi naquela época. Espero viver novamente aquela intensidade de encontro, do tipo: "Onde você estava que não nos vimos antes?" Algo único e libertador, que raramente encontramos em nossos caminhos. Daquele tipo de amor que nos eleva e nos faz querer melhorar como pessoas. Mais uma vez, quero agradecer pelos momentos iluminados que tive ao seu lado! Não sei se você sentiu na mesma frequência, mas, aquelas lágrimas em seus olhos no dia em que fui embora me disseram que eu fui importante, pelo menos, naquele momento da sua vida. Não mantivemos contato, mas quero registrar que, frequentemente penso em você! Espero que tenha encontrado a felicidade nas decisões que tomou durante esses anos e que preciso dizer à você: "à bientôt" (uma das formas de dizer adeus em francês e que usamos quando algo ou alguém fará muita falta em nossa vida).

Obrigado.


domingo, 29 de novembro de 2009

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O meu olhar sobre o Cinema.


Se alguém perguntasse à você: "Qual cena que melhor representa o cinema?!" Eu diria que esse tipo de questionamento é injusto, afinal, como definir em uma única cena ou imagem, uma arte que inspira e nos faz desejar sermos seres humanos melhores?! Pelo menos para mim, essa arte causa esse tipo de impacto, não sei quanto aos demais?! Mas, separei dois momentos MARAvilhosos e inesquecíveis e que me fazem perder o fôlego quando eu os vejo:




 



E para completar, precisaremos da trilha-sonora. Escolhi Ennio Morricone com o seu clássico tema de "Cinema Paradiso".

 

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Espelho, espelho meu...


"Todos perdem o charme no final", essa frase é cantada por Nicole Kidman em "Moulin Rouge", mas como veremos neste post em alguns casos, infelizmente, isso foi levado ao extremo. Dois pontos que quero destacar: 1) essa insanidade que assola alguns na busca pela "eterna juventude" é tão desagrádavel, que chega ao rídículo. O caso mais famoso é o do ator Mickey Rourke. 2) são as lembranças da minha infância; amava chegar da escola e assistir a todos esses seriados que passavam à tarde na Rede Record e Globo. Áureos Tempos, aqueles!


Sinto muita saudade e creio que alguns dos homenageados aqui, também! Seguem os casos:


O POVO DO BEM
A pantera Jaclyn Smith, tudo bem que deve ser plástica. Mas olhem o resultado!


Começou como "Rato" e depois ficou "Duro de matar" esse homem: Bruce Willis.


Richard Dean Anderson, o eterno MacGyver e sua profissão de risco só o fez melhorar: Long live to the dadies!


Simon MacCorkindale ficou famoso no seriado "Manimal". Titio Tempo foi bondoso com esse!

Tom Selleck como "Magnum P.I." no início dos anos '80. Dizem que era para ter sido ele o "Indiana Jones", mas como não conseguiu licença para fazer o filme, acabou perdendo o papel.

Larry Wilcox, na pele de um dos protagonistas da série "Chips". Acho que foi nessa época que eu comecei a ficar intrigado por uniformes! Tem aparecido em alguns programas sobre "ex-celebridades".

 

A atriz Sybill Shepard na pele da "A Gata" ditando moda com roupas e cabelos.


O POVO DO MALA "Mulher Bionica", Lindsay Wagner recentemente compareceu à uma cerimônia.
 

Ninguém mais poderia usar esse uniforme (olha de novo!) neste planeta. Tirando a tragédia que ocorreu com Christopher Reeve, a lembrança de vê-lo voar é inesquecível!


Joanna Cameron como "Poderosa Isis", imortal! Com a visão do Falcão e comandando os elementos do Ar e da Terra, era diversão garantida!


Van Williams na pele de Britt Reid, ou melhor dizendo: "O Besouro verde", aliás, ganhará uma versão para os cinemas.


Linda Carter, a eterna "Mulher Maravilha". Sem comentários!



Gil Gerard em "Buck Rogers no século 25", outro clássico caso de uniformes e a sua influência!

 
Finalmente e infelizmente, Jan-Michael Vincent, o piloto do "Águia de Fogo", recordista de audiência em meados dos anos '80. Grande série e prefiro ficar com a lembrança!

sábado, 17 de outubro de 2009

Simplesmente... Montgomery Clift.

Edward Montgomery Clift nasceu em 17 de outubro de 1920 em Omaha, no estado de Nebraska. Era filho de William Brooks Clift, vice-presidente do Omaha National Bank, e sua esposa Ethel Fogg. O ator tinha uma irmã gêmea por parte de pai; Roberta e um irmão, William.


A história de sua mãe, apelidada de "Sunny" marcou a infância do ator. Sunny foi adotada pelos Fogg e soube aos 18 anos sobre o ocorrido. Os Blair e os Anderson eram conhecidas famílias de políticos e de generais da região. Sunny lutou toda sua vida para que a reconhecessem e educou seus filhos para que fossem reconhecidos. Em '28, Monty, como era conhecido, embarcou com seus irmãos e sua mãe para a Europa.

Com sua aparição na Broadway aos 13 anos, Clift obteve êxito nos palcos e atuou ali durante dez anos antes de viajar à Hollywood, debutando em Rio Vermelho (1948), com John Wayne. Tanto John Wayne como Walter Brennan se "sentiram indignados pela homossexualidade" de Clift e mantiveram-se afastados dele durante as gravações do filme. Por sua parte, Clift se sentia ofendido pelas inclinações ultraconservadoras dos atores. Em '58, recusou um papel em Rio Bravo, que o teria reunido novamente com Wayne e Brennan. Seu papel ficou com Dean Martin.


Também em '48, Clift foi indicado ao Oscar de "Melhor Ator" por sua interpretação em Perdidos na Tormenta. Desde então, começaria um novo modelo de ator protagonista: sensível, emocional e com uma beleza melancólica, o tipo de homem que uma mulher gostaria de cuidar. Sua carreira esteve repleta de êxitos, interpretando muitos papéis que foram indicados ao Oscar e convertendo-se em um ídolo por sua presença e atrativo.


Além do talento, não dá "para não perceber" a sua beleza explícita. Seguem duas fotos que falam por si só:






Em '56, durante as filmagens de "A Árvore da Vida", Clift sofreu um acidente de carro (batendo numa árvore) ao tentar sair bêbado de uma festa promovida por Elizabeth Taylor, uma de suas melhores amigas. Ele e Liz Taylor, a quem chamava de Bessie Mae, foram grandes amigos até sua morte. As filmagens ficaram interrompidas até sua recuperação. Esse episódio marcou o começo de sua dependência de remédios e drogas mais pesadas. Depois do acidente seguiu um caminho de autodestruição que é considerado o "suicídio mais longo vivido em Hollywood".


Durante as filmagens de "A um passo da Eternidade", produção vencedora do Oscar de "Melhor filme" em '54 e mais 7 prêmios da Academia. Acima com os amigos: Burt Lancaster e Frank Sinatra (vencedor na categoria Ator Coadjuvante). Poucas vezes na história do cinema, vimos um elenco com este prestígio.


Em '61 nas filmagens de "Os Desajustados" com duas das maiores lendas de Hollywood: Marilyn Monroe e Clark Gable, filme que rendeu à John Houston, prêmio de "Melhor Diretor". Monroe, que já apresentava problemas emocionais, descreveu Clift como "a única pessoa que conheço que está pior do que eu".

Na premiére de "Um lugar ao Sol"; um dos seus melhores trabalhos. Foi indicado aos prêmios da Academia ainda por "A um passo da Eternidade", "Perdidos na Tormenta" e "O Julgamento de Nuremberg".


Em um dos últimos trabalhos para o cinema interpretou Freud. Morreu em 23 de julho de '66 aos 45 anos por complicações de saúde devido a sua dependência ao álcool e as drogas em seu apartamento em Nova York. Foi enterrado no cemitério Quaker, no Brooklyn.



Montgomery Clift 17/10/1920 - 23/07/1966