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segunda-feira, 27 de abril de 2009

and The Oscar goes to...


Quantas pessoas que você conhece, ganharam um Oscar?! Eu, nenhuma. Mas hoje fui presenteado com a estatueta mais cobiçada do mundo do cinema! Eu explico: Outro dono de blog que eu conheci, o Alessandro (cinema homens e pipoca) almoçou comigo no trabalho e levou o Oscar que ele comprou há alguns dias para eu ver. Gente é indescritível a sensação de segurar tal objeto! É algo mágico e inesperado. Sabe quando você sonha que o seu time venceu naquela partida de vôlei, que você tirou nota dez na prova de química, que você passou um dia MARAvilhoso com o seu amor?! Enfim, o seu dia foi perfeito?! Foi mais ou menos assim que eu me senti quando eu vi a estátua em cima da mesa e diante de mim, ali há poucos centímetros. Pedindo para ser segurada. Ela é pesada e grande (deve ter uns 35 cm) e como eu postei no blog do Alê, eu repetirei aqui o meu discurso, caso fosse um vencedor:

“deixarei o meu Oscar no banheiro, onde as visitas poderão se sentir estrelas internacionais e fingir os seus discursos diante do espelho. Afinal, todos merecem os seus 15 minutos de fama e, de alguns sonhos que nunca se realizarão".


Alê, muuuuuuuito obrigado por este momento. Jamais esquecerei.

domingo, 26 de abril de 2009

Um olhar sobre as cores de Frida Kahlo.


Serei sincero com vocês. Antes de ver o filme biográfico da pintora mexicana, eu apenas sabia do seu nome por conta das notícias que falavam sobre Madonna comprando seus quadros feito louca e do seu projeto em contar a história desta intrigante mulher que revolucionou as primeiras décadas do século XX. Muito jovem ainda sobreviveu a um terrível acidente que lhe deixaria marcas para a vida inteira. E essa dor física refletiu e influenciou todo o seu trabalho. Quem não se lembra do seu auto-retrato com a coluna despedaçada, lembrando uma coluna grega?! Frida foi um dos grandes nomes da América Latina no início do século passado. Chegou a ser capa da Vogue, foi à Paris, conheceu Josephine Baker, teve relacionamentos amorosos com mulheres, mas o seu grande romance foi com o também pintor, Diego Rivera. O seu mentor e figura paterna. Outra influência masculina em sua vida foi o empresário norte-americano, John Rockfeller. Responsável por sua entrada na América e Europa. Mas a força que emana de sua figura é palpável. Deve ter sido muito influente nas pessoas a sua volta. Contrariou a cultura machista que impera até os dias de hoje sobre o nosso continente, deixando claro o seu gosto ambíguo por pessoas e a grande amargura expressada nas suas imagens. Uma artista que teve reconhecimento durante a vida e que foi muito bem retratada pela atriz Salma Hayek (indicada ao Oscar por sua excelente interpretação), aliás o trabalho da direção de arte (a explosão de cores por todos os ambientes é incrível!) e maquiagem (premiada com a estatueta do Oscar), nos faz ver o mundo através dos olhos de Frida e todas as cores que faltavam em sua vida. Amou intensamente, mas não o obteve em troca na mesma freqüência. Não se acomodou diante das dificuldades e limitações físicas que a vida lhe impôs. No fim da sua jornada, quando já não podia andar mais, lhe tiraram uma das pernas. Enfrentou a vida de frente, mas sem perder a feminilidade tão peculiar as mulheres. Se você não viu o filme, assista!

E se você não conhece o seu trabalho, procure na internet, ou melhor, vá ao museu e prestigie este talento surpreendente.



quarta-feira, 22 de abril de 2009

Um novo mundo de definições.


Finalmente entrei na “era da alta definição”. Quando comprei o meu tocador de Blu-ray no início deste ano, a ansiedade em ver as imagens perfeitas tão prometidas e comentadas em várias revistas, sites, programas e afins, deu lugar a alegria e satisfação comprovadas no incrível novo mundo de cores e sons perfeitos que a Sony tanto ressalta no manual do produto.

Primeiro juntamente com o player veio o filme “Homens de pretos”, pulem essa parte... Então, pude escolher mais quatro filmes, foram eles: "Drácula de Coppola", "Transformers", "Tá dando onda" e "O bicho vai pegar". Mas o que eu quero destacar é esta produção do grande diretor Francis Ford Coppola. Drácula de Bram Stoker. Um filme que foi muito comentado no finalzinho de 1992, e lembro que fui vê-lo sozinho no cine Ritz (no centro de Sampa, e que não existe mais!). Todos sabem da história do Conde, mas ressaltarei que todos, mas todos os detalhes mesmo, são ampliados e muito nesse novo formato. É simplesmente incrível!

Naquela cena onde o Gary Oldman dança valsa com a Wynona, podemos ver a trama da roupa (quando a câmera dá um close nos atores), e não é exagero, viu! Fiquei de queixo caído com a superioridade das cores, da profundidade e do som. No disco, há a informação de até 8 canais somente para o áudio. Imagina numa sala adequada. E olhem que na casa do meu pai, a sala é espaçosa e tenho um home poderoso. Mas com toda a modernidade e nova experiência que esses aparelhos nos trazem, eu não troco uma sala de cinema por nada deste mundo! Nem que me pagassem... É sério! Sou daquela típica pessoa que se encanta com o escurinho do cinema. Com o relaxar nas cadeiras (agora eu posso fazer isso, porque antes era uma tortura. Sou alto e as poltronas não eram espaçosas!) e esquecer-se do que acontecia lá fora, enquanto eu me deliciava com a sessão. Hoje me parece que os filmes e as salas estão projetadas apenas para o barulho que muitos lançamentos nos apresentam. Aquela essência de “cinema paradiso” está ficando rara. Mas isso não quer dizer, extinta!

Outra cena que também me chamou a atenção novamente neste filme, é aquela onde ele chora sobre a carta de despedida da sua amada. Amo receber e ler cartas. Para mim, é algo emocionante! Mas hoje isso foi substituído pelo email. Essa coisa incômoda. Quando abro o meu email (seja no trampo ou em casa), aquelas mensagens idiotas sobre venda disso, venda daquilo. Chefe cobrando algo que ele sabe que é impossível de ser feito, por que dependo de outras pessoas de outras áreas e no meio de tantas propagandas e chatices, aquela mensagem tão esperada. Perdemos o carinho de dedicar um tempo por menor que seja para pensar e descrever sentimentos e pensamentos a alguém que não está por perto. E para finalizar, quero recomendar a compra do Blu-ray e que vocês vejam ou revejam esse filme tão importante do homem que fez “Apocalypse now” e a trilogia “O poderoso chefão”.

Um olhar sobre o "allure".


Audrey Hepburn foi sinônimo de estirpe. As suas limitações interpretativas e físicas (ficou famosa nos anos 50, onde as curvilíneas dominavam!), se renderam a seu “allure”, que foi imbatível e mesmo depois de tantos anos da sua morte, ela é lembrada como “a elegância em pessoa”. E também não é para menos. A sua parceria com o estilista Hubert de Givenchy é apontada como a melhor que aconteceu no cinema. Brindou os cinéfilos e admiradores da moda (assim como eu!) com roupas atemporais. Os vestidos de “Sabrina”, “Minha querida Dama”, “Cinderela em Paris” e o mais famoso de todos: aquele longo preto que abre o filme “Bonequinha de Luxo” são imagens que me inspiraram na adolescência.

Esse tipo de mulher não vejo mais por aí. Infelizmente, foi substituída por aquelas que são anoréxicas, cheias de botox e silicone e que vestem roupas que na maioria das vezes, são bregas. O público precisa acreditar na personagem quando vê um filme. Se ela usa um brinco de dois milhões de dólares para tomar café, o filme naufraga. Este é o papel do figurino. Ele traz verdade e proximidade às atrizes e atores. E Audrey sabia e usava muito bem este fator a seu favor. Mesmo usando uma cigarrete e malha de manga comprida em “Cinderela...”, arrasava!

Morreu em 1993, aos 64 anos.




"O Festival" de cinema.


Quando abri a página inicial do meu note, vi estampada a imagem do cartaz do Festival de Cannes deste ano. Fiquei encantado! É uma cena do filme “A Aventura”, do mestre Michelangelo Antonioni (1912-2007) e a mulher que aparece é a atriz Monica Vitti (nascida em 1931 ou 33, não se sabe), e eu achei muito apropriada à idéia da foto. O júri nos convida a entrar no mundo do cinema e a sonhar. Super poético. Cannes mantém ou detém o prestígio de ser o maior festival de cinema, pode ser que alguns discordem mas que todos surtam quando chegam ao sul da Franca para a cobertura do Festival, nisto não há discussão. Por que existe tanto frisson em determinadas épocas ou situações, não é?! Lembro que no ano passado quando o casal Jolie/Pitt chegou a “croassette” para que a moça dessa a luz aos gêmeos foi um pega pra capar! Todos foram à loucura, mas que resultou naquela foto da Angelina usando um vestido claro com um estampado lindíssimo. Se não me engano, ela estava encostada num muro branco. Linda, essa imagem! Se o objetivo foi transformar o cinema em algo universal, Cannes conseguiu. Deste mesmo festival, vimos saírem vencedoras pérolas como “Tudo sobre minha mãe” e “Pulp Fiction”. Somente em premiações como esta para prestigiarem a grandeza e olhar singular dos mais aclamados e inovadores diretores, atores e atrizes. Para quem não sabe ou lembra, Fernanda Torres venceu como “melhor atriz” por “Eu sei que vou te amar”. E além da tolerância e diversidade que acontece durante a premiação, eu gosto dos cartazes. Separei dois para vocês. Idéias distintas, mas com o mesmo intuito: fazer a todos nós sonharmos com a sétima arte!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Um olhar sobre o meu bairro.


Em 29 de Junho farei 25 anos que moro no bairro Jaraguá. Um local que já foi mais tranqüilo, aqui na zona oeste de São Paulo. Infelizmente, aos poucos está perdendo a característica tão peculiar e única de um bairro estritamente residencial e amistoso. Muitas pessoas mudaram para cá. Não reconheço mais com facilidade muitas caras. A minha rua é sem saída, então, tenho um pouco de sossego e silêncio. A maioria da turma, já casou ou mudou. Ficaram apenas quatro da minha época. Brincávamos tanto de vôlei e queimada. Os verões eram muito mais intensos e maravilhosos, hoje são apenas “quentes”, literalmente escrevendo. As conversas até tarde na rua, deram lugar “as horas extras” no trabalho ou no trânsito caótico desta cidade. Sinto falta da ansiedade de ir para escola onde fiz o colegial (por que eu tinha que pegar ônibus. O começo da minha independência!) e ver os amigos que acabara de conquistar. Quando tinha “os bailinhos” na escola Ana Siqueira ou nas garagens dos vizinhos, era o acontecimento! As músicas que hoje chamamos de “flash house”, na época bombavam na extinta “Record FM”. Há algum tempo, fiz um comentário sobre uma foto do nosso bairro no álbum virtual de uma amiga e quero dividir um pouco da saudade que sinto do que já foi este lugar. Olhem que beleza de foto que achei. Espero que o progresso e o aumento que estão passando por aqui, não acabem de vez com essa maravilha de montanha. Por sinal, o ponto mais alto da cidade!


Abraços.

O Sexo e a Cidade.


Era uma manhã de sábado em 2000 quando o rapaz chegou em casa para instalar a Directv. Aí, foi todo um mundo a ser descoberto. Imagina um monte de canais para ver, lembrar de continuar a ver os seriados e filmes. Enfim, todo aquele procedimento. E um dos motivos da troca de TV por assinatura, foi a HBO e o seriado que dominava as noites de domingo: Sex and the City. Adorei a abertura com aquela música inconfundível, SJP usando o “famoso vestido rosa” e tomando aquele banho na rua. E logo de cara, amei! Toda aquela dinâmica do roteiro em contar os mais inconfessáveis pecados e segredos que pensamos dos nossos amigos e namorados, das coisas que fizemos, mas que “negamos de pés juntos até o fim”...

Que delicia! E é claro, a cidade que é um vislumbre e que a meu ver, era uma quinta amiga daquelas mulheres que odiamos e amamos. Os capítulos bem dirigidos e escritos, as falas, o timing entre as atrizes e sem falar, no figurino! Patrícia Field fez um trabalho estupendo com o elenco. Nem mais, nem menos. Um de vários momentos clássicos da série é SJP dizendo “Hello, lovers!” (um comentário franco aos sapatos do mestre Christian Louboutin). E depois de tantos prêmios, a HBO resolveu cancelar a série no auge da popularidade e prestigio. Fiquei down! Então vieram as reprises na FOX, Multishow e recentemente na FOX life.

Quando anunciaram o filme, começou todo o processo de lembrar algumas cenas não-entendidas e alguns episódios perdidos para me deliciar novamente, só que agora na “telona”. Fui assistir na Paulista (depois de um dia estafante no trabalho. Atuo em uma seguradora), e a expectativa de “ai, será que elas perderam o entrosamento?” Mas quando vi a cena de abertura onde a Carrie passeia pela rua e vê quatro amigas vindo em sua direção, é tudo! Ali percebi que a áurea não havia se perdido. O encanto em vê-las em cena foi imediato. Tudo bem que o roteiro foi um pouco previsível, mas quem liga pra isso?! Às vezes, gostamos de complicar e esperar muito de algo ou alguém, mas é necessário ser direto e simples também. Um dos momentos que mais gosto é a Carrie vestida de noiva dizendo: “Eu é que esforcei, eu coloquei um pássaro na cabeça”, se referindo ao “adereço discreto”. Tem também o momento onde ela está provando os vestidos e optando no final por uma criação de Vivianne Westwood. Exclusiva! Claro que esta postagem, é para comemorar a minha alegria em acompanhar está série, mas também é que acabei de comprar o filme em DVD.

Não vejo à hora de o pedido chegar aqui na minha humilde residência. Estou morrendo de saudades das minhas amigas!

domingo, 19 de abril de 2009

Um show inesquecível.


Ai, George Michael... Que voz! Pena que a sua vida pessoal abalou um pouco a sua credibilidade. Acabei de ver na VH1, o acústico que ele gravou em '96. Na minha opinião, o melhor feito lá fora. Começo com o time de backing vocals (de primeira classe!), as irmãs e os irmãos, detonaram na apresentação! A orquestra que os acompanhou em algumas músicas, não deveu em nada também! Nem preciso dizer que comprei o “ladies and gentlemen”, a coletânea que foi lançada logo depois. Os anos '90 foram conturbados para o artista. Afinal, vimos a morte do namorado brasileiro, aquela treta com a Sony, os escândalos sexuais, onde o próprio disse: “não resisto a uma boquinha”... Mas o que quero ressaltar é justamente esse show. Fazia muitos anos que não o via. Gosto de “I can't make you love me” e “Star People”. Não tem como ficar estático diante daquelas vozes tão poderosas! O entrosamento entre todos é fantástico. E sem contar a elegância do rapaz! Na época, se não me falhe a memória ele usava muito Versace. E se você tem o cd também, confira os encartes, são primorosos. As fotos são estilosas e tem uma dedicatória lindíssima à mãe do cantor.

Bem, fico por aqui. Abraços.

 

sábado, 18 de abril de 2009

Canções com um olhar único.


Quando a Legião resolveu gravar esse acústico para a “nossa saudosa e boa” MTV (leia-se EME Te Vê), como disse Caetano Veloso certa vez, entrei em êxtase! O ano era '92 e eu lembrava as tardes no colégio (afinal, me formei em dezembro de '91) cantando sucessos como “sereníssima”, “pais e filhos”, “Daniel na cova dos leões” e tantos mais... Fiquei entusiasmado com o show e não via a hora de passar na TV. Foi uma apresentação histórica. A meu ver, nenhuma outra banda fez um trabalho à altura deles. Deste álbum, eu destaco “baader-meinhof blues”, “metal contra as nuvens” e “teatro dos vampiros”. Olhando para o cenário atual da tão cultuada e maltratada MPB, entristeço e me pergunto por que pessoas como Renato Russo são arrancadas da nossa convivência?! Talentos assim não devem partir tão cedo. Em “teatro”, tem uma frase que me encanta até hoje... “este é o nosso mundo, o que é demais nunca é o bastante“ por que esse tipo de qualidade não é mais interessante ser cantada? Ou em “metal”... "Não sou escravo de ninguém, ninguém senhor do meu domínio... Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão... Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão!" Uma banda que não gostava de aparecer em programas de TV ou fazer vídeos, mas que vendia tantos discos que mesmo depois da morte do Renato, a gravadora caiu naquelas de “ai, vamos aproveitar e relançar tudo para faturarmos mais”. Aí, vimos àquela enxurrada de álbuns e mais álbuns sendo lançados, que pensei: como que depois de alguns anos do fim da banda, ainda saem tantas músicas?! Tudo se resume a fazer mais dinheiro, mais dinheiro. Eu queria ter ido ao que dizem ser “o último show” da Legião, que aconteceu na USP. Deve ter sido o máximo!

Eu prefiro ficar com a lembrança e a emoção de ouvir e cantar todas as músicas desta banda que deixou a sua marca no cenário musical brasileiro. E se você, assim como eu, cresceu ouvindo estes clássicos e se você tem algum cd guardado na estante, coloque-o no som e relembre da época do colegial ou da faculdade. Cultue e cultive o passado, faz bem.

Afinal, qual país ou pessoa tem um futuro, se renega o passado?! Como criar lembranças daquilo que passou há apenas cinco minutos? Precisamos guardar lembranças da nossa vida inteira para revivê-las às vezes.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

A montanha.


Um filme que definitivamente “mudou o curso de muitas coisas”, quer você queira, quer não. Só mesmo um oriental com toda “a sua maneira zen de ser” para explicar o amor entre dois homens. Se fosse um europeu, iria filosofar demais e estragaria o projeto ou se fosse americano, não conseguiria filmar a primeira cena. Tudo bem que a Academia não o elegeu “o filme do ano”, mas com mais de cem (100) prêmios através do mundo (incluindo Oscar, BAFTA, César, Globo de Ouro e Veneza), pra quê não é?! O mundo já o fez. Uma parte da humanidade não consegue (ou não se esforça) entender como pode existir amor entre pessoas do mesmo sexo. Mas e o que dizer sobre “os moços” que serviam os gladiadores na Roma dos Imperadores e na Grécia dos sábios, quando as esposas não queriam cumprir parte do seu papel dentro do casamento?! Alguém me explica... Mas não estou aqui para falar somente da persistência de muitos em empurrar a homossexualidade para debaixo do tapete. Isso será tema para outra postagem. Quero falar da beleza e da verdade que há naquelas imagens que compõem a produção. O cenário (a montanha, em questão) fala por si só. É como se fosse uma extensão do interior das personagens. A trilha sonora composta por Gustavo Santaolalla (vencedor de vários prêmios também) me fez refletir sobre a beleza do lugar. E é interessante ver como as músicas e a paisagem mudam de acordo com o humor dos atores. O diretor de fotografia (Rodrigo Pietro) fez uma obra-prima em capturar a luz do lugar. Comparo o seu trabalho com o que foi feito em “Lendas da Paixão”, de Edward Zwick. Um filme que levou multidões através do mundo as salas de cinema para compreender esse sentimento (o amor) que em muitas vezes não sabemos se é loucura, se é encontro ou ódio. E por falar em ódio, quando eu assisti “Brokeback” no Shopping Frei Caneca, antes do Oscar de 2006, lembro de ouvir alguns dizendo na fila para comprar os ingressos, que em muitos lugares as pessoas iam ao cinema, entravam na sala e quando chegavam às cenas de sexo (que foram poucas, não entendi o alvoroço), alguns se levantavam e falavam mal do filme por não saberem do que se tratava a história e saiam revoltadas. Mas espera aí: um filme sobre dois cowboys gays e que todo o planeta comentava, dizer que “foi enganado”... É muito pra minha cabeça! É justamente sobre isso que quero falar. Essa falsa moralidade e um prazer em ofender aquilo que você não entende. Revi o filme varias vezes para tentar entender essa reação causada em alguns da platéia. Não consegui, me esforcei mesmo. Se você tem nojo ou é algo que está além da sua compreensão, vai uma sugestão.

Pergunte-se: Como que um filme pôde ter recebido tantos prêmios e ter comovido tantas pessoas de diferentes partes do mundo? Algo de bom deve ter. Da próxima vez que você entrar na locadora e ver a caixa na prateleira, veja com esse olhar. O olhar de alguém que está disposto a entender, que o amor pode ter várias formas.

Assista e entenda, depois critique. Por que só assim a sua opinião terá valor e será ouvida.


Um olhar sobre a amizade.


A conversa com vocês que eu quero ter hoje será sobre esse sentimento tão divino e assim como outras coisas “perderam a importância e significado”. A amizade pra mim sempre teve um quê de “um passo além”, e que não tem o certo desconforto de um relacionamento amoroso. E sabe por quê?! Por que não fazemos sexo com os nossos amigos. Eu, como todo leonino, sei da relevância da palavra e da amizade. Quando acredito e chamo alguém de “amigo”, o laço que criei com você, pode acreditar, será até o fim! Se por qualquer motivo este laço foi rompido, é por que você não deu valor ao significado do sentimento. “amigo é coisa pra se guardar debaixo de sete chaves”, como o nosso querido Milton Nascimento, tão divinamente canta em “Canção da América”. É desse respeito e “o não esperar nada em troca” que eu me refiro. Infelizmente, alguns amigos e amigas, que não vejo mais, não entenderam. Não deram o devido respeito e valor ao que eu sinto por eles, então me afastei, mas de vez em quando mando emails sobre assuntos diversos e que de alguma maneira me fizeram lembrar estas pessoas. Prefiro ficar só com o melhor que eles me deram. As risadas, os abraços, as conversas, as baladas, os filmes que vimos juntos, os presentes... É isso que eu quero nada além! Mas por outro lado, precisamos deixar coisas novas entrar em nossos caminhos, e se isso significa pessoas, que venham novos amigos e amigas! Adoro conhecer casas novas! Pedir licença ao entrar. Sentar na cozinha pra papear. Sentir o cheiro de café invadindo a casa. Ser levado até a porta (pra quem não sabe, quando levamos as pessoas até a porta e abrimos pra eles, é sinal que queremos que esses amigos voltem a nos visitar). Fui criado assim, fazer o quê?! Diga aos seus amigos, que eles são importantes na sua vida, não tenha vergonha! É importante que eles saibam disso, que estão fazendo a coisa certa. Não deixe pra depois. E como estamos no começo de um feriado prolongado (para alguns, por que eu irei trabalhar na segunda!), saia com os amigos e com o “mô”, e celebrem a vida! Dêem risadas, “contaminem o mundo com energia boa”. Chega de pensamentos e atitudes feias, que te fazem mal, que criam rugas. Eu procuro deixar essa impressão nos meus amigos, a de que eles me fazem bem! Faça o mesmo.

Uma ótima noite.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Um olhar sobre os nossos medos.


Quando anunciaram que Heath Ledger interpretaria o Coringa, fiquei meio desconfiado. Por que a minha referência, assim como a de muitos, era o Jack Nicholson no mesmo papel, naquele filme ridículo do Tim Burton. Mas como metade do planeta, ficamos sem fôlego com a maestria com que ele conduziu a personagem. Foi um trabalho de ponta. Uma loucura tanto emocional, como física. Aquelas cicatrizes na boca me chocaram. Aliás, o trabalho de maquiagem foi impressionante. E sem contar que o moço usou Armani. Um maníaco com estilo, por favor! Em “Cavaleiro das Trevas”, o Batman ficou em segundo plano, infelizmente! O filme só dá o Coringa e o Duas Caras. Mas como o próprio Joker diz: o plano era transformar o mocinho em bandido! E fez um trabalho muito bem feito. A jornada do bem se transformando em mal, serve de tema para muito TCC da vida. E não posso esquecer da frase que já entrou para a história: Por que você está tão sério?! Pergunto: se Heath estivesse vivo, o filme não causaria o mesmo furor? Um trabalho tão lindo e o filme tão bom será que as pessoas só foram ver por que ele morreu?! A meu ver, não. A produção é boa mesmo. E o final, com o nosso herói correndo dos cachorros e dos policiais é cheia de simbolismo. A fala do Gary Oldman sobre o Batman ficou na minha cabeça por vários dias. “ele é o herói que Gotham merece, mas não é o que ela precisa agora”.

Definitivo. Não deixem de ver.

I'm only speak the truth - Moulin Rouge.


Hoje, eu passei o endereço do meu blog para um amigo muito querido e que antes, foi meu chefe. O nome dele é Sérgio Félix. Fiquei um pouco apreensivo com a sua visita, por que ele sabe falar muito bem e tem um português corretíssimo. Tremi na base! Mas ele respondeu ao email, só nos elogios... Obrigado meu amigo, a sua opinião, assim como a sua amizade são importantes para mim!

E o Sérgio sugeriu um tema para o blog: o filme Moulin Rouge. Então, respondendo ao seu pedido, mostrarei “o meu olhar” sobre esta produção.

Inspirada na famosa casa francesa, Moulin Rouge tomou de assalto as bilheterias mundiais, pelo simples fato de trazer a tona um estilo há muito tempo esquecido por Hollywood: O musical. E Baz Luhrmann, o diretor, conta de forma mais do que brilhante o romance entre Nicole Kidman e Ewan McGregor. Ela interpreta Satine, a cortesã mais desejada da cidade. Ewan faz o jovem escritor Christian. O cenário é Paris, na virada do século 20. E sem contar, que o filme foi todo rodado em estúdio, a cena onde Satine canta no alto do quarto em forma de elefante, é um exemplo brilhante da imaginação do diretor. Os figurinos são outro espetáculo à parte. A iluminação, direção de arte e fotografia são primorosas. A preocupação com o resultado final é impressionante!

Todos nós sabemos da beleza perfeita de Nicole, mas neste filme, Baz fez questão de deixá-la impecável na tela. Essa produção tornou-se um projeto pessoal, e como vimos, acertou em cheio! O filme conta a montagem do show “spectacular, spectacular”, uma jornada ao mundo dos marajás na Índia antiga. Acompanhamos o caso de amor entre a princesa prometida em casamento e o tocador de citara. Mas acontece que a moca está de casamento marcado. Óbvio que a realidade se mistura com a ficção, por que ao mesmo tempo o amor entre os protagonistas cresce e vemos o patrocínio da peca ser ameaçado, por que o Rei (digo, o duque), também quer ficar com Satine, mas a essa altura do campeonato, ela já está mais do que apaixonada pelo escritor. E como toda grande historia de amor, as coisas nunca são como planejamos. Outro ponto que merece destaque é a trilha sonora. Injustamente, ficou de fora da corrida ao Oscar. As presenças de David Bowie, Beck, Christina Aguilera e Fatboy Slim dão um status de glamour e “selo de qualidade” às músicas. Mas o grande momento, é a música do casal, Come what May, interpretada por Nicole e Ewan. Detalhe: no DVD extra, tem o momento em que eles cantam no estúdio. Fiquei de queixo caído com a qualidade vocal dos dois. Tem também o clipe com a mesma faixa, só que remixada. Belíssima!

E para terminar, quero registrar o que Christian aprende no filme: “A maior lição que você aprenderá, é ser amado e amado ser em troca”.

Eu já aprendi a minha, e você: já amou assim ou soube que alguém sentiu isso por você?!

Beijos.



sábado, 11 de abril de 2009

Livro SEX.



O ano era 92, e Madonna acabara de renovar o contrato com a Warner, e de presente ganhou um selo, a “Maverick Records”, onde mais tarde foi patroa de Alanis Morrissete (lançou “Jagged Little Pill”, o álbum feminino mais vendido de todos os tempos), e como parte do projeto da “material girl”, neste mesmo ano, ela lançou um cd, “Erotica” e o livro SEX. Um apanhado de contos eróticos e com imagens bem interessantes a respeito do imaginário da artista. Assim eu espero. Como estávamos numa época de crise horrorosa, com a inflação batendo na casa dos três dígitos, não dava para comprá-lo. Então, eu aluguei por uma hora, e paguei apenas, nem sei quanto com o dinheiro da época. Sei lá, faz tanto tempo. Lembro que algumas das imagens me chocaram, mas fiquei feliz em poder tocar numa obra que hoje custa em torno de US$ 500 na Amazon.com e que deve estar tão contaminada pelo monte de mãos que o viram.

Mas enfim, achei na web, o convite para a festa de lançamento do livro e olha que criatividade e bom gosto da mulher?! Pelos traços, me parece ser um desenho do amigo e estilista, Jean-Paul Gaultier.

Espero que gostem, deu um trabalhão para achar. Beijos.



Um Olhar sobre eles.


O rei das bilheterias dos anos 80 e 90. Tom Cruise. Sabem, cansei dele por algum tempo, mas quando vi "O último samurai", voltei à ser fã. E fora, que o filme é maravilhoso. Admiro e muito, os conceitos e a filosofia do Japão. Ainda mais quando se trata de honra e compromisso com a vida. E este filme trata muito bem sobre esses assuntos.
 

Timothy Dalton, na minha opinião, o mais sedutor dos 007. E quando ele fez Buttler na mini-série "...E o vento levou", foi uma decisão arriscada. Afinal, esse é um dos papéis mais imortais da história do cinema. Sinto falta dele nas telas!


Richard Gere, sex symbol no inicio dos anos 80. Entrou na década de 90, arrasando com "Uma linda mulher" e roubando a cena em produções como "Chicago" e "Dança comigo".


Pierce Brosnan, o 007 que mais lucrou nas bilheterias. Bem que tentaram esticar a sua permanência na franquia, mas não tinha como mais segurá-lo. Gosto muito do seu trabalho em "O matador", inclusive foi indicado ao Globo de Ouro.

E o que dizer sobre Hugh Jackman?! Tem 1,94 de altura, canta, dança, é herói e arrasou como apresentador nos Oscars em 2009. Então, ... deixa pra lá.


George Clooney, me lembra muito Cary Grant, não sei porquê?! Os meus filmes preferidos dele são: "Conduta de risco" e "Syriana - a indústria do petróleo".

Dennis Quaid, vem aí com "Comandos em Ação"... Mas ele arrasa em filmes como "os meus, os seus e os nossos" e "o dia depois de amanhã". Dá pra acreditar que esse cara já tem 54 anos?!


O eterno agente Molder de Arquivo X: David Duchovny. O filme de estreia como diretor "Reflexos da amizade", é ótimo e sensível. Ganhou o globo de ouro pelo seriado"Californication" e indico "coisas que perdemos pelo caminho". Grande elenco (Halle Berry e Benicio Del Toro). Vale a pena conferir!

Daniel Craig, o atual 007. Fez filmes menores mas interessantes e que valem a pena assistir: "Recomeçar" e "Reflexos da inocência".



Bruce Willis, revelado em "duro de matar", mas eu prefiro "o último matador", "pulp fiction", "o sexto sentido". Essa foto foi tirada em 89, ele tinha 37 anos. Só melhorou!

Um Olhar sobre elas.

Uma Thurman, belíssima neste Versace em alguma entrega dos Oscars. Ficou bem melhor depois do divórcio. Algumas coisas que julgamos ruins, na verdade, vem só para acrescentar o bem em nossas vidas!



Minha querida Sharon Stone na entrega de um prémio britânico, no inicio de 2009. Olhem esse corpo! Os 50, são os novos 40! Aprendam, meninas!



Rene Zellweger em 2001, na entrega dos Oscars. Foi a sua primeira "grande aparição". Depois, como todos sabem, é parceira fiel de Carolina Herrera.


Katherine Heigl numa criação da marca italiana Scada. Um look da velha Hollywood. Amo!


Na minha opinião, a melhor aparição da Kate Winslet nos prêmios da Academia.

Julianne Moore arrasou com este vestido verde. Ruivas ficam muito bem com esta cor!


Uma das integrantes da realeza de Hollywood, Julia Roberts, num vestido vintage de Valentino. Dizem ser um dos mais lindos já vistos no tapete vermelho. Pena que a moça não sabe usar sapatos de salto (quem não se lembra, ela tropeçou no palco) e este coque, não me agrada!



Jennifer Lopez no Oscar em 2003, também usando Valentino. Me lembra e muito, Elizabeth Taylor nos dias de glória! É o melhor!


Halle Berry de Versace em 2004, na minha opinião, uma das mais bem vestidas!


Gwyneth Paltrow usando Zac Polsen em 2007. Um look arriscado, pelos inúmeros drapeados que inundam o corpo e o colo. Então, nenhuma grama sobrando, por favor!



Cate Blanchett em 2005, quando venceu por "O Aviador", interpretando Catherine Hepburn. Outra criação inesquecível de Valentino.



E por fim, outra querida: Angelina Jolie nos Oscars 2009 usando uma criação Versace. Mulheres talentosíssimas e vestidos inesquecíveis!