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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Espelho, espelho meu...


"Todos perdem o charme no final", essa frase é cantada por Nicole Kidman em "Moulin Rouge", mas como veremos neste post em alguns casos, infelizmente, isso foi levado ao extremo. Dois pontos que quero destacar: 1) essa insanidade que assola alguns na busca pela "eterna juventude" é tão desagrádavel, que chega ao rídículo. O caso mais famoso é o do ator Mickey Rourke. 2) são as lembranças da minha infância; amava chegar da escola e assistir a todos esses seriados que passavam à tarde na Rede Record e Globo. Áureos Tempos, aqueles!


Sinto muita saudade e creio que alguns dos homenageados aqui, também! Seguem os casos:


O POVO DO BEM
A pantera Jaclyn Smith, tudo bem que deve ser plástica. Mas olhem o resultado!


Começou como "Rato" e depois ficou "Duro de matar" esse homem: Bruce Willis.


Richard Dean Anderson, o eterno MacGyver e sua profissão de risco só o fez melhorar: Long live to the dadies!


Simon MacCorkindale ficou famoso no seriado "Manimal". Titio Tempo foi bondoso com esse!

Tom Selleck como "Magnum P.I." no início dos anos '80. Dizem que era para ter sido ele o "Indiana Jones", mas como não conseguiu licença para fazer o filme, acabou perdendo o papel.

Larry Wilcox, na pele de um dos protagonistas da série "Chips". Acho que foi nessa época que eu comecei a ficar intrigado por uniformes! Tem aparecido em alguns programas sobre "ex-celebridades".

 

A atriz Sybill Shepard na pele da "A Gata" ditando moda com roupas e cabelos.


O POVO DO MALA "Mulher Bionica", Lindsay Wagner recentemente compareceu à uma cerimônia.
 

Ninguém mais poderia usar esse uniforme (olha de novo!) neste planeta. Tirando a tragédia que ocorreu com Christopher Reeve, a lembrança de vê-lo voar é inesquecível!


Joanna Cameron como "Poderosa Isis", imortal! Com a visão do Falcão e comandando os elementos do Ar e da Terra, era diversão garantida!


Van Williams na pele de Britt Reid, ou melhor dizendo: "O Besouro verde", aliás, ganhará uma versão para os cinemas.


Linda Carter, a eterna "Mulher Maravilha". Sem comentários!



Gil Gerard em "Buck Rogers no século 25", outro clássico caso de uniformes e a sua influência!

 
Finalmente e infelizmente, Jan-Michael Vincent, o piloto do "Águia de Fogo", recordista de audiência em meados dos anos '80. Grande série e prefiro ficar com a lembrança!

sábado, 17 de outubro de 2009

Simplesmente... Montgomery Clift.

Edward Montgomery Clift nasceu em 17 de outubro de 1920 em Omaha, no estado de Nebraska. Era filho de William Brooks Clift, vice-presidente do Omaha National Bank, e sua esposa Ethel Fogg. O ator tinha uma irmã gêmea por parte de pai; Roberta e um irmão, William.


A história de sua mãe, apelidada de "Sunny" marcou a infância do ator. Sunny foi adotada pelos Fogg e soube aos 18 anos sobre o ocorrido. Os Blair e os Anderson eram conhecidas famílias de políticos e de generais da região. Sunny lutou toda sua vida para que a reconhecessem e educou seus filhos para que fossem reconhecidos. Em '28, Monty, como era conhecido, embarcou com seus irmãos e sua mãe para a Europa.

Com sua aparição na Broadway aos 13 anos, Clift obteve êxito nos palcos e atuou ali durante dez anos antes de viajar à Hollywood, debutando em Rio Vermelho (1948), com John Wayne. Tanto John Wayne como Walter Brennan se "sentiram indignados pela homossexualidade" de Clift e mantiveram-se afastados dele durante as gravações do filme. Por sua parte, Clift se sentia ofendido pelas inclinações ultraconservadoras dos atores. Em '58, recusou um papel em Rio Bravo, que o teria reunido novamente com Wayne e Brennan. Seu papel ficou com Dean Martin.


Também em '48, Clift foi indicado ao Oscar de "Melhor Ator" por sua interpretação em Perdidos na Tormenta. Desde então, começaria um novo modelo de ator protagonista: sensível, emocional e com uma beleza melancólica, o tipo de homem que uma mulher gostaria de cuidar. Sua carreira esteve repleta de êxitos, interpretando muitos papéis que foram indicados ao Oscar e convertendo-se em um ídolo por sua presença e atrativo.


Além do talento, não dá "para não perceber" a sua beleza explícita. Seguem duas fotos que falam por si só:






Em '56, durante as filmagens de "A Árvore da Vida", Clift sofreu um acidente de carro (batendo numa árvore) ao tentar sair bêbado de uma festa promovida por Elizabeth Taylor, uma de suas melhores amigas. Ele e Liz Taylor, a quem chamava de Bessie Mae, foram grandes amigos até sua morte. As filmagens ficaram interrompidas até sua recuperação. Esse episódio marcou o começo de sua dependência de remédios e drogas mais pesadas. Depois do acidente seguiu um caminho de autodestruição que é considerado o "suicídio mais longo vivido em Hollywood".


Durante as filmagens de "A um passo da Eternidade", produção vencedora do Oscar de "Melhor filme" em '54 e mais 7 prêmios da Academia. Acima com os amigos: Burt Lancaster e Frank Sinatra (vencedor na categoria Ator Coadjuvante). Poucas vezes na história do cinema, vimos um elenco com este prestígio.


Em '61 nas filmagens de "Os Desajustados" com duas das maiores lendas de Hollywood: Marilyn Monroe e Clark Gable, filme que rendeu à John Houston, prêmio de "Melhor Diretor". Monroe, que já apresentava problemas emocionais, descreveu Clift como "a única pessoa que conheço que está pior do que eu".

Na premiére de "Um lugar ao Sol"; um dos seus melhores trabalhos. Foi indicado aos prêmios da Academia ainda por "A um passo da Eternidade", "Perdidos na Tormenta" e "O Julgamento de Nuremberg".


Em um dos últimos trabalhos para o cinema interpretou Freud. Morreu em 23 de julho de '66 aos 45 anos por complicações de saúde devido a sua dependência ao álcool e as drogas em seu apartamento em Nova York. Foi enterrado no cemitério Quaker, no Brooklyn.



Montgomery Clift 17/10/1920 - 23/07/1966

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O Beijo e o Tempo.


Depois de uns dias fora, resolvi fazer esse post. E para não fugir dos assuntos que gosto, hoje faço uma homenagem a esses dois atos que nem sempre valorizamos. Já que vivemos em época de celebridades instantâneas e vídeos que revelam mais do que deveriam, eu prefiro ficar e sonhar com um "amor romântico". Vasculhando pela web, encontrei essas imagens que remetem a um tempo onde "beijar" era muito mais do que um ato sensual e não como vemos hoje esses "casais se esfregando" na nossa frente.
Que bom que "estou de volta". Beijos.



IMAGENS QUE ME FAZEM À CONTINUAR CRÊR NO SER HUMANO

Esse beijo aconteceu quando oficialmente foi declarado o fim da Segunda Grande Guerra. Rendeu até a capa da revista Times.



Em '92 essa animação da Disney criou polêmica quando foi indicada à MELHOR FILME, lembro-me da Sally Field pedindo à Academia que esse tipo de situação não se repetisse. Mas o desenho é um clássico e foi um grande sucesso nas bilheterias através do mundo e a mensagem que o filme quer mostrar é a velha ideologia: "enxergar além da aparência". Mas à cada dia que passa, vejo que isso não acontece. Eu não vejo a capa da CARAS com a foto do casamento da ex-prefeita de São Paulo, LUIZA ERUNDINA.


Julie Andrews e Christopher Plummer em "A noviça rebelde". A cena de abertura é sensacional e Maria cantando "the sound of the music" é de tirar o fôlego! Já senti esse tipo de certeza na vida: a de ser encontrado e encontrar o "ser amado".


Gena Rownlands e James Garner, no filme "Diário de uma paixão". A forma como essa história é contada é única. Amo esse filme! Existem pessoas que passam a vida inteira juntas e isso é fascinante!


Sandra Bullock e Keanu Reeves arrasaram nas bilheterias em 2006. Com direção de Alejandro Agresti, "A casa do lago" é um exemplo do tema desta postagem. O romance e o tempo. O diretor nos mostrou que existem pessoas que "deixam a sua marca" em nossas vidas tão profundamente que nem mesmo o tempo, consegue apagar.


Anne Bancroft e Justin Hoffman em "Na primeira noite de um homem", com todo o fascinio da descoberta da sexualidade e sensualidade de um rapaz que se vê apaixonado por uma mulher mais velha e belissíma! Esse beijo é atemporal.


Grande sucesso dos anos '90, "As pontes de Madison" com Meryl Streep e Clint Eastwood nos revelou como é difícil fazer escolhas nas nossas vidas. Ela resolveu ficar com o marido e abriu mão do amor que poderia ter vivido ao lado dele e no final ganhou uma dedicatória no livro de fotos que ele fez. A carta que Meryl deixou como testamento de vida para os filhos é primorosa!


Em '98, Joseph Fiennes e Gwyneth Paltrow fizeram "Shakespeare in Love" e nos brindaram com a celébre frase da MARAvilhosa Judi Dench... "E como toda grande história de amor acaba com lágrimas, um casamento e uma viagem".


Abrindo a década de '90 temos Julia Roberts e Richard Gere no mega-sucesso "Uma linda mulher". A cena em que ele para de tocar piano e deita a moça sobre o tampo é belissíma e o final então, onde ela diz: "a princesa o salvou também". É tudo!


Olha ela de novo por aqui: Meryl Streep, só que desta vez acompanhada por Robert Redford no aclamado e premiadissímo "Entre dois Amores", de Sidney Pollack. Narra a trajetória da escritora dinamarquesa Karen Blixen na África do início do século XX. A cena do funeral é uma das mais lindas que eu já assiti na vida, apesar que muitos adorarem a do voo.

Esse filme é uma das minhas paixões: Moulin Rouge. Ewan McGregor e Nicole Kidman arrasaram e reavivaram um estilo quase que esquecido por Hollywood; o Musical. O jeito que ela pede a ele para contar a história de amor que eles viveram é memorável!


Vivien Leigh e Clark Gable em "... E o vento levou". Definitivo! Mas ainda acho que é "o maior fora que alguém levou, na história do cinema". Mas quem não sonha com esse tipo de beijo?!

Quando achei essa foto no Google, não acreditei! Greta Garbo e Gary Cooper juntos?! Não sei qual é o filme, mas se alguém souber, me escreva, por favor!

 
Deborah Kerr e Burt Lancaster em "A um passo da eternidade" se tornaram "o casal" que deu um dos beijos mais marcantes do cinema...


Elizabeth Taylor e Richard Burton em "Cleopatra". O filme quase levou a FOX à falência e ainda não cobriu os gastos e vejam que a produção tem mais de 40 anos. Mas o clima entre os dois é eletrizante e acabaram casando-se, na vida real. Ah, paixão... O que não fazemos em seu nome?!

Quando Humprey Boggart diz à Ingrid Bergman em "Casablanca": Ainda teremos Paris. Eu nem sei onde estou quando escuto isso! É o tipo de frase que revela o nível de entrosamento que conseguimos ter com algumas pessoas e existem aqueles que "simplesmente passam", mas em contrapartida, existem outras, que permanecem durante muuuitos anos!


Renée Zellweger e Colin Firth em "O diário de Bridget Jones", eu simplesmente amo! Se todas as comédias românticas fossem assim, nos aproximando da protagonista, seriam perfeitas!

Audrey Hepburn e George Peppard no clássico "Bonequinha de Luxo", é sublime. Essa cena no final me ensinou de que precisamos viver esféricamente e não limitarmos a visão por que o "amor das nossas vidas", pode estar ao nosso lado ou viver no andar de cima!


E finalmente, mas não menos importante: Deborah Kerr e Cary Grant no inesquecível "Tarde demais para Esquecer". Os dois se conhecem durante uma viagem de navio à Nova Iorque e prometem que irão terminar com os seus relacionamentos e se encontrarão em seis meses no Empire States Building, mas infelizmente, acontece um contra-tempo que adiará o "viver" deste romance intenso.