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terça-feira, 30 de março de 2010

O que tem na TV, hoje?

TV aberta no Brasil é uma tortura mais do que chinesa, não há nada de inovador ou interessante (saudades enormes de "Barraco MTV" e "Pé na cozinha", ambos com a Astrid) e há eras glaciais que tenho TV a cabo aqui em casa, então resolvi montar a minha grade de programação:

DOMINGO:

Alexander Skarsgard em "True Blood"

ou Bill Paxton em "Big Love", ambas séries da HBO.

SEGUNDA:

Simon Baker em "The Mentalist", na Warner,

John Corbett em "United States of Sara", na FOX

ou Eric Dane em "Grey's Anatomy", no Sony. 

TERÇA:
Ryan Eggold em "90210", remake de "Barrados no Baile", no Sony.

QUARTA:
David Conrad em "Ghost Whisperer" no Sony.

QUINTA:
Jensen Ackles em "Supernatural" na Warner.

SEXTA:
Jake Weber de "Medium" no Sony.

SÁBADO:
e para finalizar, John Hamm na premiadíssima série da HBO, "Mad Men".

Por esses motivos e por outros que eu deixo em dia a conta da TV por assinatura aqui em casa.

domingo, 28 de março de 2010

O obscuro objeto do desejo.

Publicado em 1895, esta obra do escritor Adolfo Caminha, é um dos primeiros livros a abordar abertamente o tema da homossexualidade. "Bom Crioulo" foi recebido com um escandalizado silêncio pela crítica e pelo público, devido a ousadia de abordagem de tabus, como o sexo interracial e a homossexualidade no ambiente militar, com uma frontalidade e erotismo pouco usuais para a época.

Vou resumir a obra:

Amaro, o personagem central, é um escravo foragido que anseia em ser dono de seu próprio destino. É aceito como marinheiro, o que lhe permite realizar o seu sonho de liberdade e que, associado ao seu físico imponentemente muscular, "sem um osso à vista", claramente mais possante que o dos outros marujos, o transforma em alguém voluntarioso e benevolente, de tal forma que recebe o apelido "Bom Crioulo".

A disciplina da Marinha de Guerra parece-lhe suave quando comparada com as fazendas de café, onde era escravo e Amaro só vai senti-la quando conhece Aleixo, um belo adolescente loiro, de olhos azuis, por quem se apaixona. Amaro deixa de ser o marinho submisso. Envolve-se em brigas para defender o seu amado, embebeda-se, é castigado... mas o que obtêm em troca de Aleixo é mais gratidão do que amor. No Rio de Janeiro, Amaro arranja um quarto para que os dois morem juntos, na pensão da portuguesa D. Carolina, antiga prostituta que ele tinha salvo de um assalto. A vida com Aleixo é quase marital, o Bom Crioulo, enfrenta alguma impaciência do louro e deleita-se mais em apreciar longamente o seu lindo e jovem corpo do que com a obtenção do prazer sexual.

Amaro é transferido para outra embarcação, onde o capitão é extremamente rígido, que permite ao negro visitar o seu amado apenas uma vez por semana, fazendo o amor vivido por eles esfriar-se aos poucos. Para piorar, D. Carolina, num capricho típico feminino, decide seduzir o adolescente, que se envolve totalmente com a portuguesa. Enquanto isso, o Bom Crioulo, envolve-se em outra confusão no navio, é transferido para um hospital-prisão, onde durante uma visita de seus amigos marujos, fica sabendo da traição de Aleixo com uma mulher. O negro foge da prisão e já perto da pensão, encontra Aleixo e mata-o tragicamente à navalhada em meio à uma multidão quase indiferente.

Este livro ganhei de presente no Natal do ano passado e é leitura essencial.

UM OLHAR 3X4
Adolfo Ferreira Caminha nasceu na Cidade de Aracati (CE), mais conhecida pela praia de Canoa Quebrada, é um dos principais autores do Naturalismo no Brasil. Filho de Raymundo Ferreira Caminha e Marina Firmina, mudou-se para o Rio de Janeiro, ainda na infância. Em 1883, Adolfo entra para a Marinha, chegando ao posto de segundo-Tenente. Cinco anos mais tarde, transfere-se para Fortaleza, apaixona-se por Isabel de Paula Barros, uma mulher casada, que abandona o marido para viver com o escritor. O casal teve 2 filhas: Belkiss e Aglaís. Na sequência do escândalo, vê-se obrigado a deixar a Marinha e passa a trabalhar como funcionário público.

ADOLFO CAMINHA - 29/05/1867 - 01/01/1897.


sábado, 27 de março de 2010

Parabéns, Renato.

Renato Manfredini Júnior - 27/03/1960 - 11/10/1996.

Hoje , você está completando 50 anos e como faz falta!



Acima, este clássico (entre tantos) da "Legião Urbana" e que é a cara dos tempos do meu colegial: "Metal contra as nuvens".

"... eu sou metal, raio, relâmpago e trovão... eu sou o ouro em seu brasão".

O que dizer sobre palavras como estas?! Não consigo entender o porquê de pessoas como Renato serem arrancadas de nós desta maneira. Mas enfim, resolvi homenageá-lo por aqui, pelos ótimos momentos que tive ao som de suas músicas. Espero que ele tenha encontrado a paz que tanto procurou, durante a sua curta estadia entre nós.

Michel Comte... um Olhar sobre as celebridades.

O fotógrafo suíço Michel Comte nasceu em 1954 na cidade de Zurique. Trabalhava na galeria de artes do pai e com essa proximidade, surgiu a paixão pela fotografia. Em 1978, executou as campanhas publicitárias das Maisons Ungaro e Chloé, obrigando o artista à mudar-se para Paris em '79, definitivamente. Dois anos mais tarde, os seus trabalhos com moda o levaram pela primeira vez à NYC, onde trabalhou por vários anos em revistas como VOGUE AMERICA e VANITY FAIR.

O mestre das lentes publicou 2 livros onde tenta desmistificar e aproximar as celebridades de nós "pobres mortais". Seguem algumas imagens que encontrei pela web:


Os atores Jeremy Irons e Penelópe Cruz.

A nossa Gisele "Über" Bundchen e a top britânica Jamie Rishar.

Os tiozões MARA: Bruce Willis e Sting.

O mundo da moda está muito bem representado pelo saudoso Yves-Saint Lourent e pela dupla italiana Domenico Dolce e Stefano Gabbana.

As Divas Sophia Loren e Whitney Houston.

Dois grandes nomes do cinema internacional e que são amadas no Festival de Cannes: Catherine Deneuve e Sharon Stone.

O lutador Mike Tyson e Robbie Williams em momentos reveladores. So cute!

À partir de Abril, o Metropolitan de NYC abre suas portas com uma mostra que cobre os mais de 30 anos de sucesso deste outro grande nome da fotografia.

Parabéns!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Obrigado pelos 25 anos incríveis.

Show feito em Agosto de 2008 na Earls Court Arena onde o cantor reuniu todos os hits para comemorar os 25 incríveis anos de carreira. O conceito foi todo executado pelo próprio e arrasou! Um telão central fundia-se à passarela central e que se estendia até um segundo e menor palco em meio à multidão de fãs que foram à loucura durante a sua performance.

É algo grandioso estar diante do artista com quem você cantou em seu quarto, pendurou quadros na parede, dentro do carro, no mp3 player... não dá pra descrever essa sensação única! Você precisa estar no meio da multidão e cantar os refrões. Só quem já foi à um grande show, sabe do que estou falando!

George Michael nunca havia lançado um DVD tirado de uma apresentação ao vivo, antes. Essa foi a sua primeira e única experiência. O registro deste show foi lançado em Dezembro de 2009. A banda de músicos e o grupo de back vocals foram um espetáculo a parte. As meninas arrasaram! Afinadíssimas!

Todos os grandes sucessos da sua carreira estão presentes: Waiting, Fastlove, Father Figure, One more try, Shoot the dog e Freedom '90.

Separei justamente a cena onde George pergunta aos fãs, qual música ele deveria cantar no encerramento do show. Um registro magnífico de uma carreira brilhante. Afinal, 25 anos não são para qualquer um celebrar! Aproveitem.



quarta-feira, 17 de março de 2010

Simplesmente... Pedro Almodóvar.

Pedro Almodóvar Caballero, nasceu na cidade espanhola de Castilla La Mancha e nunca pôde estudar cinema, pois nem ele e nem a sua família tinham dinheiro para pagar seus estudos. Antes mesmo de dirigir filmes, trabalhou como funcionário da companhia telefônica estatal, foi ator de teatro e cantor de uma banda de rock, da qual aparecia travestido. Em suas obras, o Diretor sempre abordou experiências pessoais e personagens marginais tanto na sociedade quanto em suas próprias regras de existência. Temas polêmicos são corriqueiros em seus filmes, também.

Mostrarei algumas das "obras-primas" do Mestre:


Da parceria feita com a amiga Penelópe Cruz, citarei: "Live Flesh", "All about my mother", "to Return" (filme que deu a primeira indicação ao Oscar à ela) e o mais recente "Broken Embraces".

Com uma carreira brilhante e laureada com os seguintes prêmios: BAFTA, César, Urso de prata, Palma e Leão de Ouro, Kikito, Goya e Oscar.

Filme de '97, "Live Flesh", conta com a participação de Javier Bardem que interpreta um policial que fica paralítico após um tiro acidental. O filme tem cenas belíssimas de nudez e infelizmente foi restrito à maiores de 18 anos.

Sua verdadeira obra-prima, "Bad Education". Filme de 2004 e que conta a história de desejo, ódio, pedofilia e crime, vividos pelo personagem de Gael García Bernal que interpreta Juan, um jovem que finge ser o irmão, Ignácio.

Sua produção mais recente, "Broken Embraces", onde Penelópe Cruz faz a jovem atriz Lena que é amante do cineasta cego Mateo Blanco (feito pelo excelente Lluis Homar), que depois do acidente que o deixou nestas condições, assume o pseudônimo Harry Caine. As cenas do casal na Itália é de uma beleza incrível.

Abaixo, eu separei um trecho de "Talk to Her" e que conta com a presença do nosso Caetano Veloso. Vejam:



PEDRO ALMODÓVAR - 24/09/1949.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Diana veste Prada.

Diana Dalziel é parisiense e mudou-se para os EUA com 8 anos de idade. Sua mãe (Emily Hoffman) é descendente do primeiro presidente americano, George Washington. Casou-se com o banqueiro Thomas Vreeland aos 24 anos e após a quebra da bolsa de NYC em '29, o casal vai para Londres, onde Diana gerencia uma loja de lingerie e toda a alta sociedade londrina comparece fielmente. A sua relação com a mãe não foi das melhores, pois constantemente era comparada com a sua irmã, devido a falta de beleza.

Em '37, muda-se novamente para NY e começa a carreira como colunista da conceituada revista HARPER'S BAZAAR, onde trabalharia por 25 anos. Em 1962, assumiu o cargo de editora-chefe da VOGUE AMERICA, onde trabalhou até '71. Nesse período revolucionou o jornalismo de moda e apurou o senso crítico do mercado, o que tornaria a VOGUE na mais influente publicação de moda do planeta. Lá, conduziu a revista com mão de ferro e fez com o lendário fotográfo RICHARD AVEDON, uma parceria que nos presentearia com imagens iguais à esta:

a modelo DOVIMA entre os elefantes.

Diana também foi responsável pelas carreiras de modelos como:


Dorian Leigh, num editorial para HARPER'S em 1956,

IMAN (primeira negra à desfilar para Yves-Saint Lourent),

JERRY HALL, que brilhou na inesquecível campanha do perfume OPIUM, de YSL

e VERUSKA, que foi uma das primeiras top models, nos anos '60.

Diana comandou a VOGUE e ajudou a transformá-la no que ela representa nos dias de hoje, tudo à partir de seu escritório com todas as paredes pintadas de vermelho vivo e almoçando diariamente um sanduíche de pasta de amendoim com uma dose de uísque.

Nos últimos dias de sua vida, Diana morava num apartamento em Upper East Side, em NY, praticamente sem enxergar. Irônico, pois foi justamente o seu olhar único, o grande responsável pelas imagens aqui mostradas.


DIANA VREELAND 29/07/1906 - 22/08/1989.

segunda-feira, 8 de março de 2010

E o "cabide de ouro" vai para...

Que o tapete vermelho do Oscar é a maior vitrine do mundo para as roupas, isso ninguém discute! Mas que no decorrer destes longos anos de prêmio, testemunhamos inesquecíveis acertos e erros (a cantora Bjork botando um ovo é um clássico!), também. Mas como estou de bom humor, começarei com o melhor.

AS CEREJAS DO BOLO
O ator Keanu Reeves estava de Hugo Boss.

Zac Efron de Calvin Klein.

Ryan Reynalds...

e Colin Firth estavam impecáveis de Tom Ford.

CABIDE DE OURO, NELAS!
Cameron Diaz, de Oscar de la Renta. Detalhe: ela arrumou o cabelo. Ao contrário do passado, onde a moça sempre fez questão de aparecer toda despenteada.

Jennifer Lopez de Armani. Adorei o detalhe no decote. Essa coleção do mestre italiano foi inspirada na lua.

Penélope Cruz decidiu ir de encontro com a maioria que optou por tons frios e arrasou com este modelo Donna Karan. Soberba!

e Sarah Jessica Parker, num "look stunning" inspirado nos anos '60, produzido pela grife Chanel. Também gostei do coque que a atriz usou.

Outras que arrasaram foram: Sandra Bullock (Marchesa), Amanda Seyfried (Armani), Carey Mulligan (Prada), Hellen Mirren (Badgley Mischka), Gabourey Sidibe (Marchesa), Kristen Stewart (Monique Lhullier), Mo'nique (Tadashi Shoji), Vera Farmiga (Marchesa), Demi Moore (Versace) e Queen Latifah (Badgley Mischka).

Agora, a diversão. Falar mal do povo que ganha horrores e que escorregou no tomate! Vejam:

Kate Winslet que deu uma escorregada com este look apagado by Yves-Saint Lourent. Achei sem graça!

Sigourney Weaver usou Lanvin. Me pareceu com looks que ela já usou no passado. Não mudou. Ficou na zona de conforto e isso me irrita!

Mariah "peitos" Carey e seu Valentino curto. Olhem pro sapato! Gente, o que é isso?! e sem meia!

Anna Kendrick errou desde o começo das premiações neste ano. Nenhum look foi certo e é claro que no Oscar não poderia ser diferente! Esse vestido sem graça é de Elie Saab. O cabelo está feio, também.

Meryl Streep e "sua meia branca com sandália". Medonha!

Finalmente Zoe Saldana, do filme Avatar e o seu vestido degradê (Maison Givenchy) poderiam ser jogados ao mar! Ai, não posso fazer isso, porque seria outro crime: "contra o meio-ambiente!".